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Autoestima

Como aumentar a autoestima das crianças


Qual a importância da autoestima?

A autoestima é um fator essencial na construção e manutenção de bem-estar social, emocional e mental e que desempenha também um papel essencial no percurso académico e na saúde física. Para além disso, a qualidade dos vínculos afetivos iniciais entre a criança e os pais e a formação de laços seguros já foram reconhecidos como fatores importantes no desenvolvimento de um autoconceito saudável e de sentimentos de valor e competência (Bowlby, 1969).

 

Autoestima é o mesmo que autoconceito?

É importante perceber que existe uma ligação indissociável entre autoestima e autoconceito. O autoconceito é uma imagem daquilo que pensamos que somos, daquilo que pensamos que conseguimos alcançar, daquilo que pensamos que os outros pensam de nós e também daquilo que gostaríamos de ser (Burns, 1979).

Já a autoestima está relacionada com a avaliação pessoal do nosso autoconceito que está intrinsecamente ligado às experiências de vida na infância e à importância de pessoas influentes nas nossas vidas.

Durante a primeira infância, o nosso autoconceito (e consequentemente a nossa autoestima) é muito maleável e está amplamente dependente da forma como apreendemos as reações das outras pessoas àquilo que fazemos e dizemos.

Uma criança com baixa autoestima terá tendência a procurar informação para confirmar a opinião negativa que tem de si própria e poderá começar a interpretar mal aquilo que as pessoas dizem e fazem, para que estas novas experiências continuem a “encaixar” no seu autoconceito negativo.

 

Quais os fatores que podem diminuir a autoestima?

  1. Cometer erros;
  2. Quando algo de novo acontece;
  3. Doença;
  4. Dificuldades com amigos;
  5. Ser “acusado”.

 

Quais os fatores que permitem aumentar a autoestima?

  • Aprender uma nova competência;
  • Passar tempo sozinho com um dos pais;
  • Dar a sua opinião, depois desta lhe ter sido pedida;
  • Ser elogiado/encorajado;
  • Ter experiência na resolução de problemas;
  • Perceber que é normal, por vezes sentir ansiedade;
  • Estar preparado para enfrentar mudanças;
  • Fazer algo que goste verdadeiramente
  • Alguém explicar-lhe as coisas de forma clara;
  • Ter expetativas realistas sobre os outros
  • Ver que não faz mal cometer erros;

 

Superheroi

 

 

Autoestima é a mesma coisa que autoeficácia?

Uma autoestima saudável está também estritamente relacionada com a “autoeficácia”: a crença de que somos capazes de fazer uma determinada coisa e de que temos a capacidade de influenciar os acontecimentos que afetam as nossas vidas (Bandura, 1989).

As pessoas que crêem ter uma autoeficácia elevada têm muitas vezes um desempenho melhor do que aqueles que possuem capacidades iguais mas que acreditam menos em si próprios. É mais provável que demonstrem perseverança em tarefas difíceis e que utilizem estratégias mais eficazes de resolução de problemas. O nível e a força dos sentimentos de autoeficácia de um indivíduo podem mudar de acordo com vários fatores, incluindo experiências específicas, persuasão verbal de terceiros e o estado psicológico atual do indivíduo.

 

Como é que os pais podem apoiar as crianças:

  • Tendo curiosidade sobre o que a criança pensa sobre si própria;
  • Demonstrando carinho e respeito genuíno por elas enquanto indivíduos únicos;
  • Tendo perfeita consciência da forma como as nossas ações e palavras afetam o autoconceito de cada criança e em consequência os seus níveis de autoestima;
  • Ajudando-as a desenvolver a autoconsciência e a consciência de como o seu comportamento afeta terceiros;
  • Ajudando-as a desenvolver a capacidade de fazer autoavaliações realistas;
  • Ajudando-as a compreender que a autoestima pode mudar em forma e intensidade, de acordo com diferentes fatores, mas que isso é normal e que não tem de afetar negativamente o seu sentido global de “eu” e de “valor próprio”.

 

Leitura recomendada: Plummer, D. (2012). Como aumentar a autoestima das crianças-guia prático para educadores, psicólogos e pais. Porto: Porto Editora.

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